sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Respostas

O fato é que vim até terras distantes, frias, cheias de histórias. Para aprender por mim mesma como continuar essa minha história. Sempre doída doida, mas nunca desinteressante. E quer saber? encontrei aqui... aqui dentro de mim, muito mais do que esperava encontrar. Minhas resposta. Meu mundo esta a se abrir.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Sem ar no Titicaca

Caminhando por uma trilha boliviana, subia lentamente e parcimoniosamente cada degrau de um pico, parava em cada pequena pedra estrategicamente posicionada. O ar nao chegava a lhe faltar, respirava ofegantemente como se tivesse percorrido uma maratona. O coraçao saltava impacientemente. Em uma das parada observava o Lago Titicaca, o lago sagrado, lindo oponente, em meio as montanhas que apresentavam em seu cumes uma leve nevoa dando a sensaçao de fantasia a aquele momento.
Pensou em cada pedra percorrida lentamente. Em cada parada que fizera ate ali e viu que tinha valido a pena. Cada vez pensava que ia morrer de tanto que seu coraçao pulava.
Anotou no pequeno caderninho :
O conhecimento, a sensibilidade, o amor, sao contruidos pouco a pouco , passo a passo. Pe ante pe,. Nao ha como chegar ao cume da montanha sem percorrer cada pedra da trilha que leva ate la. Lhe faltava o ar muitas vezes, deveria entao parar, pacientemente respirar, se acalmar e continuar o caminho sabendo que daqui alguns poucos metros o ar faltaria novamente.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

No Peru - parte 1

Vim a procura de minha identidade como latino americano, coisa que dificilmente os brasileiros tem. Até agora encontrei uma Babel louca. Talvez inspirados nos Incas que subjugavam os povos conquistados aculturando-os, pacificamente e lentamente queimavam os ídolos daqueles que eram subjugados em troca de produtos, ouro e apoio. Pacificamente os povos conquistados cediam a cultura Inca em troca de produtos e apoio. No inicio esse apoio nao era vital. Mas com o tempo passava a ser, na medida que a cultura do povo conquistado se apagava.
Em Lima, conheci muita gente. Um peruano que vive em Toronto, com sua filha canadense, que mal sabe falar espanhol. Dois amigos coreanos que viajam pela América do Sul, comecaram a viagem por Sao Paulo, estao no Peru e retornaram a Sao Paulo depois de conhecer Chile, Argentina. Esses dois coreanos, sao do Paraguai e EUA. Encontrei também um Alemao que esta a conhecer a América, mas com ele infelizmente nao consegui trocar muitas palavras, que iam além do com licenca e obrigado.
O que estou fazendo aqui, escrevendo no blog? Meu voo Lima-Cuzco esta atrasado em quatro horas.
Ops! acho que acabo de sentir uma pontina de identificacao e latinidade...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

A Arte imita vida

Cena de X-Men III:
"Mistica recebe uma dose da cura X, se transforma em humana e rendida no chão estende os braços na direção de Magneto e suplica por ajuda. Então ele vira as costas e diz:
Lamento querida! Você já não é mais uma de nós." Pensa-se então que crueldade, após tanta lealdade e fidelidade dela com ele, ele a deixa assim.
Pense novamente. Ele só protegia sua causa, a única coisa pela qual ele seria leal e perderia a vida.
Fazemos isto todos os dias! São escolhas.


Risos irônicos do autor....

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Amargo com doce parado no ar


Certos momentos a vida fica assim, parada. Em suspenso.
Como se alguém tivesse apertado a pausa no controle retemoto pra ir fazer xixi e já volta. Nesses momentos tudo fica banal. A espera de um grande acontecimento. Dá um sono... Além de me fazer pensar nas coisas mais surreais possíveis.
Hoje no meio dessa monotonia, lembrei de Magnopinol R, diferentemente das outras crianças eu gostava de magnopirol, não que eu achasse saboroso em si , mas gostava. Deve ser porque ele era amargo, mas bem amargo, amargo de verdade!!! Não tentava ser doce primeiro, fazendo com que vc fosse despreparado saboreá-lo, para que em seguida deixasse o amargo com doce na boca. Sensação horrível!
Para mim a honestidade é uma qualidade que compensa qualquer amargura!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Um potão de amor




Laura observava a mãe que se arrumava, era seu aniversário, tinha escolhido o vestido florido que ganhara do marido, prendeu os cabelos.
-Acho que fica melhor solto, mamãe.
Ela o soltou novamente.
Para Laura era tudo fabuloso, ficava observando cada detalhe. Não via o momento que também chegaria a hora dela se arrumar e usar perfumes e roupas de mulher grande. Observava sua mãe e a achava a mais bela das mulheres. Quando crescesse usaria seus sapatos de salto,usaria os vestidos floridos de sua mãe e principalmente o perfume, aquele cheirinho de conforto, de água com açucar que acalma. Quando lhe contavam uma história onde havia princesas, na sua cabeça as princesas eram parecidas com sua mãe.
Laura se aproximou lentamente, quis pegar no vestido para sentir a textura do tecido, era tão lisinho e fino, nunca tinha sentido algo deslizar entre seus dedos de maneira tão suave.
-Mamãe!
A mãe olhou para os olhinhos de Laura, que era mais olhos do que rosto, sempre foi assim e assim continuaria sendo, olhos brilhantes de ingenuidade e pureza, grandes de curiosidade e sempre atentos, e sempre corajosos, de um castanho corajoso e vivo que não se intimidava. Nas brincadeiras com suas amigas era sempre a vencedora, pois era a última a piscar ou desviar o olhar.
-Mamãe, como que eu faço pra ser bonita assim como você?
-Você me acha bonita?
-Acho você a mais bonita de todas.
-Olha Laura, quando você admira alguém assim como você admira a mamãe, a beleza brota dos olhos do admirador e ilumina e enfeita este alguém, a receita é só o amor.
-Entendi. Mas... Onde agente acha amor, qual desses potes aí ? Qual deles é de amor?
Ela abraçou Laura, e fazendo cocegas na sua barriga, disse:
-Nesse potão aqui, ó!
-Não, não, hoje eu comi sorvete de chocolate!
-Deixa eu morder então, pra ver se é de chocolate ou de amor!!!
Quando Laura ficou sozinha no quarto, pegou o perfume da mãe e derramou no peitinho, sentiu o cheiro que acelerou o coração, um friozinho no estômago, uma alegria, um carinho quente no rosto, lembrou do abraço forte da mãe, de seu sorriso, e pensou que aquele deveria ser o pote do tal amor, porque lembrou de sua mãe com carinho tão grande que ela parecia mais bela ainda, mais do que jamais tinha lembrado.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Deus?! Deus me livre!






Sou dessas que frita os neurônios. Mas há coisas sobre as quais prefiro não pensar, por uma questão de sobrevivência. Não penso, não discuto, não falo. Deus. Por uma questão de sobrevivência homens desde a origem da escrita, criaram Deus, a sua imagem e semelhança. Eu tentei matá-lo, mas vai além do suportável para mim. Assim desta vez, desta única vez, não penso!
.para quem tem coragem maior que a minha : http://soaciencia.blogspot.com